quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tempos revoltos
Uma casa simples. Esquecida em meio à floresta. Ali vive uma família que subsiste através da agricultura, mas o pai está muito preocupado. Há tempos não cai uma gota de chuva. Como colher as frutas, as verduras para o sustento de sua mulher e filho? O medo vinha angustiando aquele nobre coração. Era difícil ver aquela plantação, adubada com tanto empenho e caso não chovesse...
Aquele senhor entra em sua casa e assim como seu coração está inseguro, ele percebe que o da sua mulher também está. Eles se abraçam. E reconhecem naquele momento que só poderiam recorrer a Deus. Ajoelharam-se. Oraram. E desde aquele dia em diante, comprometeram-se a manter uma comunhão mais intima com o Senhor. Passaram-se os dias e nada de chuva. A situação se complicava a cada dia, mas os joelhos não deixaram de se dobrar. No jantar a mulher confessou ao marido que ele estava mais sensível. Mais carinhoso e humilde. Surpresa, ele também dissera para sua mulher que sentia mudanças nela também. Com o nascimento do filho, ela parecia ter se esquecido dele. Fazia questão de ser mãe, mas ser esposa tinha virado segundo plano. Reconheceram que nunca mais haviam ido à igreja e agora não faltavam nem ao culto de oração. O casamento melhorara.
Numa manhã, aquele homem acorda cedo para sua hora devocional que costumeiramente fazia num monte perto de casa. Sua oração foi esta:
“Pai, o tempo está revolto. Há dias não chove. Tu conheces nossas necessidades e tem poder para supri-las. Reconheço Teu poder e amor constantes. Obrigado por me fazer perceber que o “tempo” era turbulento em minha casa também. Obrigado pela “chuva” que tem derramado dentro dela. Agradeço pela benção da família. Pai, obrigado pelos tempos turbulentos que me aproximam de Ti. Em nome de Jesus. Amém.”
Aquele homem se levanta e ergue os braços em louvor ao Senhor de sua vida. De repente, ele Poe a bíblia debaixo de seus braços e sabe que está cerca de 800 metros distante de sua casa. Seus passos estão cada vez mais rápidos. Começa a correr assustado, pulando as pedras e galhos para não cair. Chega a casa e pede para sua mulher preparar depressa uma ducha quente.Ele chegou encharcado.
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